Channel 7 é condenado por produzir conteúdo racista contra tribo indígena do AM

Material exibido pelo Channel 7, sobre o povo Suruwaha, foi considerado pelo órgão regulador da imprensa australiana como racista e impreciso

A exibição de um documentário sobre a tribo Suruwaha, do Amazonas, por uma equipe do canal de televisão Channel 7, da Austrália, resultou na condenação, pelo órgão regulador da imprensa australiana, do referido canal, em virtude do material ter violado o código de comunicação daquele país. Apesar da condenação ter sido divulgada nessa segunda-feira (24), pela Organização Não-Governamental Survival International , a exibição do programa ocorreu no dia 4 de setembro do ano passado, no programa Sunday Night. o

A exibição de um documentário sobre a tribo Suruwaha, do Amazonas, por uma equipe do canal de televisão Channel 7, da Austrália, resultou na condenação, pelo órgão regulador da imprensa australiana, do referido canal, em virtude do material ter violado o código de comunicação daquele país. Apesar da condenação ter sido divulgada nessa segunda-feira (24), pela Organização Não-Governamental Survival International , a exibição do programa ocorreu no dia 4 de setembro do ano passado, no programa Sunday Night.

No filme o povo Suruwaha é retratado como sendo um ‘povo da Idade da Pedra, ‘perdido no tempo’, e que pratica o infanticídio, quando uma criança nasce com má formação ou nasce de uma mãe solteira. Conforme o conteúdo do material as crianças são levadas para serem mortas na selva onde são abandonadas para serem comidas por animais selvagens ou enterradas vivas. […] [Canal australiano é condenado por produzir … – A Crítica]

Paul_RaffaeleA área indígena Suruwahá está localizada no estado do Amazonas, na região sudoeste, a noroeste da cidade de Lábrea. O acesso à área pode ser feito por via fluvial, pelos rios Solimões, Purus, Tapauá e Cunhuá. A partir do rio Cunhuá existem duas opções: entrar no Riozinho, pegar o igarapé do Pretão e usar o varadouro utilizado pelos missionários do CIMI , ou subir mais o rio até a foz do Coxodoá e caminhar cerca de 20 quilômetros pelo varadouro da Funai. Existe ainda uma terceira possibilidade de acesso à área: Viajar de avião até a aldeia do Marrecão (tribo Deni). Neste local existe um Posto da Missão Novas Tribos, uma pista de pouso e sistema de comunicação por rádio. Do Marrecão pode-se descer o Cunhuá até o igarapé Coxodoá. Os_Zuruahã_habitam_as_terras_altas_entre_os_igarapés_Riozinho_e_Coxodoá,_afluentes_da_margem_direita_do_CuniuáA área Suruwahá está cercada pelos rios Cunhuá e Riozinho e pelo igarapé Coxodoá. Estes três igarapés são de importância muito grande para a sobrevivência do grupo. No período de verão, quando as águas baixam, são realizadas grandes pescarias cujos frutos são os principais responsáveis pelo suprimento de proteínas e gordura durante esta época, uma vez que a caça é escassa. Existem ainda outros afluentes menores destes três igarapés, onde se encontram construídas casas comunais. São raras as expedições do grupo para o Coxodoá, Cunhuá e Riozinho, devido à grande distância em que se encontram. Além disso, estas áreas são infestadas de mosquitos conhecidos na região como piuns, que causam grande desconforto. O grupo, composto por cerca de 140 pessoas, é único e monolíngue. Não se tem notícia de outro grupo que fale a mesma língua. Segundo a tradição oral na aldeia, o grupo atual é formado por 7 grupos que levam uma denominação de ‘ dawa’. São eles: sarukadawa, adamidawa, tabusudawa, jukihidawa, masanidawa, kurubidawa e nakadanidawa. Esses grupos viviam separados há cerca de 100 anos atrás, mas mantinham relacionamento entre si. Fatores como chacinas e doenças deixaram estes grupos reduzidos, o que levou os remanescentes a se juntarem, formando assim o povo atual.” […] [Dados]

Suruwaha respond 1 of 2 from Suruwaha on Vimeo.

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