Mil 200 ‘ocupas’ desalojados en São Paulo

Personas sin hogar desalojadas de hotel

Durante dos meses, 1.200 personas sin hogar en São Paulo han ocupado el antiguo Palace Hotel. El hotel abandonado de 43 habitaciones ha sido habitado por un máximo de nueve personas por habitación. Pero ahora los okupas serán desalojados. En la ciudad gigante brasileña viven cerca de 14.000 personas en la calle, escribe Reuters. [METRO/Gotemburgo]

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Los miembros del Movimento dos Sem-Teto (Roofless Movement) gritaron consignas temprano por la mañana desde los balcones del antiguo Palace Hotel brasileño en el centro de São Paulo para protestar contra su desalojo. El edificio, que se extiende por 15 pisos, fue ocupado hace unos dos meses por 1.200 personas del movimiento. Cada una de las 43 suites del hotel, que estuvo en funcionamiento hasta la década de 1980, ha sido ocupada por al menos nueve personas, generalmente de la misma familia. Los ocupantes serán desalojados por orden judicial durante el día. São Paulo cuenta actualmente con cerca de 14.000 personas que viven en las calles, con más de la mitad de ellas en el centro de la ciudad, según los medios locales.[daylife.com/=Sao+Paulo]

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Edifícios devolutos servem de habitação a milhares no Brasil

Brazilian Palace, um hotel para os ocupas de São Paulo

São Paulo, capital do estado, 19 milhões de habitantes: nas ruas, perto de 1400 sem casa para viver. São Paulo, centro financeiro, cidade mais populosa do Brasil: quatro edifícios habitados desde Outubro por ocupas do movimento dos sem-tecto.

Hoje, chegaram imagens da Reuters de 1200 ocupas a viver em 43 suites de um hotel devoluto dos anos 80. Avenida Ipiranga: quinze andares, homens e mulheres, crianças e velhos a viver dentro de portas e janelas partidas, quartos degradados, casas de banho desmontadas.

Crianças cozinham, descalças, no interior dos antigos quartos sobre uma alcatifa cinzenta. Outra tira água de uma torneira num corredor com as paredes perfuradas. O cenário é quase de guerra. Fernando José da Silva guarda a entrada do antigo Brazilian Palace Hotel. Noutro canto, talvez mais acima, Alice de Melo lava os dentes numa casa de banho. E há quartos com os números ainda fixados na porta. Lá dentro, podem viver mais de nove pessoas de famílias diferentes.

À porta do edifício, um cartaz denuncia: “O poder público protege os foras da lei que são os proprietários devedores. Reivindicamos igualdade”. As letras estão escritas a maiúsculas. Amarelo sobre fundo preto. E a vermelho: F.L.M. – o nome que engrossa a reivindicação, a Frente de Luta por Moradia.

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O movimento dos sem-tecto não é novo, nem tão pouco exclusivo de São Paulo. Desde o início do mês passado têm sido vários os relatos de movimentos de milhares de pessoas que, sem habitação própria ou despejados de locais degradados, se instalam noutros prédios devolutos.

A 4 de Outubro, mais de duas mil pessoas ocuparam quatro edifícios vazios no centro histórico de São Paulo. Também na avenida do Ipiranga, a Justiça de São Paulo decretou a reintegração da posse de um prédio, mas o elevado número de habitantes – cerca de 1200, das quais mais de 350 crianças – obrigou ao adiamento da medida para o dia 25 deste mês.
Ao jornal “Folha de São Paulo”, uma das representantes da FLM, Maria Aparecida Ferreira, adiantou que a desocupação do edifício vai deixar na “calçada” os ocupantes, sem lugar para viver.

No primeiro dia de Novembro, famílias lideradas pelo Movimento de Moradias para Todos (MMPT) tentaram ocupar um prédio de oito andares para reclamar do Governo “moradias definitivas”, explicava ao mesmo diário paulista um dos coordenadores, Juvenal da Conceição Pereira.

A história prolonga-se até hoje. No mesmo dia, no Rio de Janeiro, a polícia federal expulsava 50 famílias que tinham ocupado, dois dias antes, um antigo prédio de quatro andares do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que exigiam ser incluídas num programa de habitação popular, uma promessa não cumprida pelo Governo, denunciaram ao jornal “O Globo”. […] [Por Pedro Crisóstomo/publico.pt/Mundo/brazilian-palace-um-hotel-para-os-ocupas-de-sao-paulo]

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